terça-feira, 30 de março de 2010

Botafogo perde seu melhor colunista


Os leitores deste blog devem ter estranhado por que não escrevi sobre a morte de Armando Nogueira (1927-2010), torcedor do Botafogo desde 1945 – quando chegou do Acre – e o melhor e mais inspirado colunista esportivo do Brasil. Não escrevi por duas razões fundamentais: primeiro, porque já havia enviado para o site da ESPN Brasil, editado em São Paulo, um texto falando sobre ele; e segundo porque, a rigor, mesmo sendo seu companheiro de redação no JB, de 1963 a 1966, jamais troquei uma palavra com ele. Eu era apenas um iniciante na editoria de Esportes do JB, enquanto Armando Nogueira (foto Rede Brasil Atual) era, sem dúvida, o maior astro daquele grupo de jornalistas, ainda no prédio da Avenida Rio Branco, 110.

Sempre de paletó e gravata, muito bem vestido, Armando Nogueira chegava à redação apenas para entregar sua coluna ao editor de Esportes, primeiro Marcos de Castro, depois Oldemário Touguinhó (1934-2002). Sem qualquer sombra de crítica, Armando Nogueira não perdia tempo conversando com novatos como eu. Preferia trocar idéias com jornalistas mais veteranos, como Marcos de Castro, Oldemário Touguinhó, Sandro Moreyra (1919-1987), Dácio de Almeida (1938-1987), Mauro Ivã Pereira de Melo ou Sérgio Noronha. A rigor, jamais soube que eu era alvinegro e fã de suas colunas no JB (‘Na Grande Área’) e de suas participações na Resenha Esportiva Facit, da TV-Rio, ao lado de João Saldanha (1917-1990), Nélson Rodrigues (1912-1980), José Maria Scassa (1920-1975), Luiz Mendes e de outros integrantes.

Quando ele se foi para a TV Globo, em 1966, aí é que minhas chances de conversar com ele desapareceram. Quando Sérgio Augusto (outro botafoguense) lançou seu livro ‘Botafogo, entre o Céu e o Inferno’, encontrei Armando Nogueira na fila de autógrafos e o cumprimentei. Ele me olhou de alto a baixo, como se eu fosse um estranho no ninho, e disse apenas ‘Como vai?’. Ora bolas, o que teria eu para falar de contatos e conversas com um cronista tão brilhante que sequer me conhecia? Nada, rigorosamente nada – sem que isso, por favor, representasse qualquer espécie de máscara por parte dele. Em poucas e resumidas palavras, ele, Armando Nogueira, não me conhecia e não me cumprimentaria sequer na fila de um hipotético ônibus.

O tempo passou, minha carreira prosseguiu, e aí sim, nas redações da vida, fiquei amigo de Sandro Moreyra, João Saldanha, Nélson Rodrigues (1912-1980), Cláudio Mello e Souza e tantos outros que brilharam e brilham na crônica esportiva, como os atuais Fernando Calazans e Renato Maurício Prado, os dois últimos de O Globo. Na matéria que escrevi para o site da ESPN Brasil, onde trabalho atualmente, limitei-me a relatar uma história curiosa ocorrida durante a Copa do Mundo de 1962, no Chile, envolvendo Armando Nogueira, Araújo Neto (1929-2003), Sandro Moreyra e Mário Filho (1908-1966).

Aproveitando-se de conhecer intimamente cinco titulares alvinegros daquela Seleção Brasileira, inclusive o preparador físico Paulo Amaral (1923-2008), Sandro inventou inúmeras histórias para Mário Filho e foi censurado por Armando Nogueira, que sempre foi sério e preciso em suas informações. Infelizmente esta é a verdade, não mais do que a verdade: não tive tempo de conviver com Armando Nogueira, a quem sempre admirei e de quem guardei o recorte de sua coluna, escrita em 1970, ‘Heleno, anjo e demônio’, no 11° aniversário da morte do grande e controverso centroavante do Botafogo de meu coração.


(*) Recebi do leitor Abdias Ferreira Neto o texto abaixo:


‘Tem coisas que só acontecem... com botafoguenses’

A Lua não precisava estar cheia, mas estava...

Não precisaria ter jogo do Botafogo numa pacata segunda-feira, mas tinha...

E os Deuses do futebol precisavam estar alegres – e estavam! Afinal, Armando Nogueira estava finalmente entre eles. Armando não era um Deus do futebol através de suas pernas, mas sim de suas mãos, fazendo com as palavras o que os jogadores mais qualificados fazem ou faziam com a bola. Alçando lançamentos de um parágrafo a outro, driblando com as letras e finalizando textos mágicos sempre com pontos finais precisos e certeiros.

Quis o destino que o ponto final de sua passagem pelo planeta bola fosse numa segunda-feira – pasmem – de futebol. E não poderia ser outra equipe a entrar em campo senão o seu Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas, que aprendeu a amar recém-chegado ao Rio, vindo da sua terra natal, o Acre.

Na cidade maravilhosa, transformou um acre de terra em um pequeno lenço, para que Garrincha pudesse driblar seus “Joões”, como se estivesse num latifúndio. E assim foi sua vida, transformando esporte em poesia, futebol em poesia, futebol em sentimento; sentindo com o coração e amando com as palavras. Como sabia espalhar palavras num campo de papel com perfeita eficiência tática, com vibração, com técnica, com raça!

Como poderia ter futebol em plena segunda-feira? Numa pacata segunda-feira que normalmente só tem futebol através das palavras, comentários verbais e escritos, nos jornais da vida, nas televisões espalhadas nas casas dos torcedores...

Mas quis o destino que por ironia sua, um jogo da rodada não encontrasse horário nem espaço para ser disputado no fim-de-semana, e ficasse reservado para uma segunda-feira marcada pela despedida de um torcedor ilustre do time da “Estrela Solitária”, torcedor esse muito mais ilustre quando se punha a realizar seu ofício, de transformar grandes momentos esportivos em poesia.

Dizem que homenagens devem ser feitas em vida. Quando o Botafogo entrou em campo na noite dessa segunda-feira, com seu terceiro uniforme, dispensou a faixa negra pelo luto de sua torcida, por ser todo ele negro, Armando ainda devia estar numa dimensão muito próxima. Do alto, planando em uma silenciosa aeronave – sua outra grande paixão –, assistiu a homenagem de seu time: alem da camisa negra, guardada para poucas ocasiões, talvez nunca uma tão especial, viu os quatro gols da vitória do Botafogo e partiu, sorrindo, feliz e satisfeito. Tão satisfeito quanto às inúmeras vezes em que saiu do Maracanã ou de General Severiano, após ver seus heróis de camisas listradas em preto e branco tornando-lhe mais fácil sua arte de transformar futebol em poesia.

Abdias Ferreira Neto

(**) Por equívoco, em uma de minhas colunas, aqui no blog ou no site da ESPN Brasil, cometi o equívoco – minha memória não é de ferro, como costuma dizer José Inácio Werneck – que Flávio Costa (1906-1999) foi o técnico tricampeão carioca do Clube da Beira da Lagoa em 1953-1954-1955. Na verdade, o técnico tricampeão foi o paraguaio Fleitas Solich (1901-1984). Que me perdoem os leitores.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Brasil, futebol e livros (parte II)


Nesta terça-feira, dia 30, prossegue no Centro Cultural do Banco do Brasil – à Rua Primeiro de Março – o excelente projeto ‘Brasil, futebol e livros. Agora, os debatedores são meus antigos conhecidos: Cláudio Nogueira, meu ex-aluno na Faculdade da Cidade (hoje UniverCidade) e Teixeira Heizer, que foi meu colega em 1965 nos primeiros passos da TV Globo e, posteriormente, meu chefe na Rádio Nacional. O mediador será Paulo Mata. Ninguém pode esquecer que os debates começam às 18h30 e, pela presença dos protagonistas, devem ser interessantes.

*cliquem na imagem para ampliá-la

sábado, 27 de março de 2010

Para que clube elas torcem?

De nada vai adiantar a instalação de uma UPP na Gávea se as torcedoras do Clube da Beira da Lagoa continuarem a se comportar assim nos estádios. A UPP pode controlar o tráfego dos jogadores em direção aos esconderijos do tráfico. Mas fica a pergunta: quem vai vigiar o comportamento dessas duas torcedoras em pleno Maracanã? Elas vão provocar, isso sim, uma briga de foice no escuro entre os próprios adeptos do Simpaticíssimo. Classificá-las como ‘marias-chuteiras’ é pouco para o espetáculo que já proporcionaram e que, certamente, estão acostumadas a proporcionar em partidas do Clube da Beira da Lagoa. Trata-se de um caso de atentado ao pudor, previsto no Código Penal Brasileiro – embora esse Código Penal esteja mais do que desmoralizado com o correr dos tempos em nosso imenso país.

De qualquer maneira, o flagrante não me assusta. Reflete com precisão cartesiana o comportamento da torcida do Simpaticíssimo nos estádios. Os adeptos do Clube da Beira da Lagoa brigam entre si, caem das arquibancadas, atiram urubus em pleno gramado e, agora, suas torcedoras inauguram uma nova fase. Com os raros policiais que circulam pelo estádio, em breve, muito em breve, elas irão em frente, desnudando-se por inteiras, instalando um alvoroço sem precedentes durante as partidas.

Daqui deste espaço nada posso fazer, a não ser registrar o espetáculo lúbrico por elas proporcionado. Conseqüências? São rigorosamente inimagináveis.

É claro que sei que, com o passar dos tempos, os costumes e comportamentos vão se modificando numa velocidade nunca dantes navegadas. Mas, admito, jamais imaginei que chegassem a tal ponto. Mas como é coisa praticada por adeptas do Clube da Beira da Lagoa, alegres, livres e descompromissadas, chego a compreender pelo menos em parte.

Só espero que – no caso específico delas – não tumultuem ainda mais o comportamento dos torcedores, diante de um espetáculo tão inusitado.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Caio, o garoto que decide partidas

Confesso a vocês, leitores deste blog alvinegro, que fiquei preocupado com a famosa ‘dupla do amor’, chamada às delegacias logo após a morte do amigo Roupinol (parece nome de xarope). Adriano da Chatuba e Vágner Rocinha Love correram certo risco de ver o sol nascer quadrado, o que desfalcaria o tão disciplinado Clube da Beira da Lagoa na reta final do Campeonato Estadual de 2010. Felizmente, tanto Adriano da Chatuba como Vágner Rocinha Love negaram todas as evidências de associação para o tráfico e saíram leves e soltos dos interrogatórios a que se submeteram. Em poucas e resumidas palavras, Adriano da Chatuba não comprou qualquer motocicleta para a mãe de seu amigo traficante e Vágner Rocinha Love não tem amigos na comunidade, na qual foi surpreendido protegido por bandidos armados até os dentes.

Em relação ao Glorioso, uma vez mais Caio Talismã (foto Globo Esporte) fez o gol da vitória no Estádio da Cidadania, em Volta Redonda, e manteve o clube na primeira colocação de seu grupo, praticamente garantindo sua participação nas semifinais da Taça Rio. Mas o Botafogo, pelo que vi, precisa perder o vício de centrar bolas altas sobre a área, na esperança de uma cabeçada fatal de Loco Abreu. O gol da vitória, sobre o Volta Redonda, mesmo assim, saiu de uma fracassada cabeçada de Louco Abreu, sobrando livre para Caio emendar de canhota a bola no canto do goleiro, aos 37 minutos do segundo tempo. Caio, realmente, está inspirado.

Agora, quem está ameaçado é Papai Joel, que teria dito certas verdades ao soprador de apito que prorrogou enquanto pôde o jogo do Botafogo contra o Clube da Beira da Lagoa, parecendo rezar para que o Simpaticíssimo empatasse a partida. Se o pênalti em Lúcio Flávio parece ter sido cometido fora da área, em compensação o gol de empate na cabeçada do Chatuba surgiu de uma falta inventada por ele. E o jogo seguiria – mesmo que Jefferson defendesse a cabeçada – até que o Beira da Lagoa chegasse ao empate. Creio que por isso Papai Joel criticou o soprador de apito e foi citado na súmula. Agora, a Fla-Prensa vai fazer de tudo para que o técnico alvinegro seja suspenso, de preferência até o final do Campeonato Estadual deste ano.

(*) Para encerrar a coluna de hoje, preciso reparar um equívoco que cometi quando, há algum tempo, falei sobre Ary Barroso. Quem pediu a mão em casamento da filha de Ary não foi o repórter-volante Marum Jasbick. Quem foi até a Cantina Sorrento com esse intento foi outro repórter da equipe de Ary: Isaac Zuckenman. Assim, fica o dito pelo não dito, embora a história, em seu todo, tenha sido hilariante, tanto fazia com Jasbick quanto com Zuckenman. O esclarecimento está num livro de Sérgio Cabral, pai do governador do Rio de Janeiro, este último formado jornalista pela antiga Faculdade da Cidade (na qual fui professor), hoje UniverCidade.

(**) Segundo informações de um colunista rubro-negro, em O Globo, a Polícia Militar do Rio de Janeiro está estudando a possibilidade de aumentar o número de UPPs (Unidades Pacificadoras da Polícia). Uma delas seria imediatamente instalada exatamente na sede do Clube de Beira da Lagoa. Os motivos os leitores podem imaginar.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Botafogo deixa Beira da Lagoa empatar

A partir deste segundo turno do Campeonato Carioca (Taça Rio), os árbitros das partidas que estiverem apitando os jogos do Clube de Fragatas da Beira da Lagoa têm uma determinação: se o time de Beira da Lagoa estiver vencendo, eles encerram o jogo aos 45 minutos do segundo tempo, sem um segundo a mais; mas, se estiver perdendo por um gol, como ocorreu diante do Glorioso no último domingo, eles terão a obrigação de prorrogar o jogo até o Beira da Lagoa conseguir empatar, mesmo que seja aos 50 minutos. Foi o que aconteceu no Engenhão, no 2 a 2 que consagrou o argentino Herrera (foto de O Dia), que não perdoou o MC Bruno (microcéfalo Bruno), marcando dois gols, um deles de pênalti sofrido por Lúcio Flávio.

Depois do empate aos 50 minutos, o tatibitate Andrade, que engana como técnico do Beira da Lagoa, gaguejou em todos os microfones das emissoras de rádio, menosprezando o Botafogo e enaltecendo seu time, que, agora, tem dois de seus jogadores envolvidos com a polícia: Adriano da Chatuba (comprou uma moto de 35 mil reais para o chefe do tráfico local) e Vágner Funk Love (protegido por armas de grosso calibre quando vai se divertir nos bailes comunitários). Para os próximos jogos do Beira da Lagoa, um grave problema: a tradicional concentração do clube, no Complexo Penitenciário da Frei Caneca, foi implodido, dele não restando pedra sobre pedra. É possível que a concentração passe para barracos na Favela da Chatuba.

Não pensem os leitores deste alvinegro blog que deixarei de criticar o Glorioso. O Botafogo, pressionado pelos absurdos minutos de prorrogação dados pelo soprador de apito da partida, não soube segurar o jogo, tocando a bola, fazendo o tempo correr pois vencia por 2 a 1 até o 50° minuto de jogo. E acabou permitindo o empate. Mas talvez isso de nada adiantaria: o árbitro empurraria a partida até mais meia hora, alegando o de sempre: tempo para que todos bebam água e acréscimos para as substituições. Só correu o perigo de o Botafogo marcar o terceiro gol. Aí, Andrade, que já fala com extrema dificuldade, ficaria mudo para todo o sempre.

Menos mal porque o Botafogo de Futebol e Regatas já é finalista do Campeonato Carioca e, inclusive, poderá ser campeão por antecipação se, mesmo enfrentando os árbitros, conquistar a Taça Rio. Correndo por fora, quase desacreditado, surgiu o América Footbal Club, superando o Vasco pelo menos no momento. O Vasco, por sinal, quebrou uma escrita de 39 anos sem perder do Olaria, o que ocorreu sábado passado. E é importante ressaltar que no time do Olaria – que jogou bem – não existia nenhum macumbeiro como o saudoso Arubinha, do Andaraí, que teve a petulância de enterrar um sapo vivo no gramado de São Januário, irritado com a goleada de 12 a 0 que seu clube sofreu do Vasco, numa noite chuvosa no campo do Fluminense.

Como diria João Saldanha, vida que segue...

quarta-feira, 17 de março de 2010

Beira da Lagoa vira caso de Polícia

O famoso Clube de Regatas da Beira da Lagoa não passa por uma fase boa fora dos gramados. Fatos sucessivos têm agitado o ambiente, começando pelo entrevero ocorrido na entrada da favela da Chatuba, no Complexo do Alemão. Na ocasião, a namorada do Imperador Adriano, Joana Machado (que dirige sem habilitação), surpreendeu seu grande amor num baile da comunidade, fez um escândalo, apedrejou os carros do goleiro Bruno Microcéfalo, Vágner Love (foto UOL) e do mais que desconhecido Álvaro.
Informações desencontradas dizem que os traficantes da Chatuba amarraram Joana, num poste ou numa árvore, para impedir que o ‘barraco’prosseguisse e atraísse a presença de policiais do narcotráfico ao local.

Poucos dias depois, Vágner Love, o jogador das trancinhas, foi surpreendido num baile funk, numa favela do Rio, protegido por traficantes armados até os dentes e será convocado pela Polícia para prestar depoimento sobre sua amizade com os fora da lei.
Mas os problemas do Clube da Beira da Lagoa – também conhecido por Simpaticíssimo – não pararam por aí. O mesmo Adriano da Chatuba, que hoje pesa 106 quilos (pretende bater o recorde de Ronalducho, do Corinthians) comprou uma moto por R$ 35 mil para a mãe do traficante Paulo Rogério de Souza Paz, mais conhecido como Mica, e também será chamado pela Polícia para explicar a doação.

Por fim, a tragédia maior: por ordens superiores, a concentração do clube, no Complexo da Frei Caneca, foi implodida e os jogadores, quando regressarem do Chile (onde enfrentaram um adversário pela Taça Libertadores), ficarão sem um local de reclusão entre um jogo e outro.

A presidente do clube, a ex-nadadora Patrícia Amorim, pessoa das mais bem intencionadas, já não sabe o que fazer diante de tantos problemas surgidos logo no início do seu mandato. O certo é que Adriano, gordo e totalmente fora de forma, está arriscadíssimo a ficar fora da Copa do Mundo da África, mas tudo dependerá da paciência do treinador Dunga e da Polícia.

Problemas e mais problemas afetam hoje a Fla-Prensa e o Beira da Lagoa.

domingo, 14 de março de 2010

Homenagem no Lamas


Cricrizada Amiga:

A Confraria da Amizade Botafoguense reuniu-se na quinta-feira, dia 11, para comemorar os 70 anos do jornalista e historiador Botafoguense Roberto Porto.
A efeméride aconteceu no tradicionalíssimo Bar Lamas, que já era balzaquiano quando o nosso Robertão adentrou o gramado do planeta Terra, no dia 22 de fevereiro de 1940.

Como secretário da Confraria, fazendo uso dos direitos a mim concedidos pelo Sr. Presidente Sávio Neves, empossei Roberto Porto no grau de Confrade Glorioso, e outorguei a ele o avental que é símbolo da Confraria.

Estiveram presentes (por ordem alfabética:)

Adílson Taipan (poeta botafoguense)

Carlos Porto (irmão de Roberto Porto - o arquiteto do Engenhão) e Srª

Humberto Cottas

Luiz Roberto Santos e sua filha, Mariana

Manoel Mol

Paulo Marcelo Sampaio

Rafael Casé e o locutor que vos fala

O empresário Manoel Mol, da Mineirart, presentou Roberto Porto com uma placa decorativa, produzida na sua indústria de móveis.

Por indesculpável esquecimento, deixei de anotar - como deveria ter feito - o nome de uma dupla (pai e filho) que estiveram presentes ao encontro. E de um jovem jornalista, que se identificou como torcedor daquele time da beira da Lagoa, mas foi lá expressar a sua admiração pelo nosso agora Confrade.

O papo transcorreu regado a chops e mais chopps (muitos mesmo...), petiscos e acepipes variados e, ao final, depois de assistirmos no telão à vitória do Botafogo contra o São Raimundo (cada gol sendo saudado pela gargalhada inconfundível do Dr. Betofoguense), detonamos uma bela torta de sorvete.

Roberto Porto - 70 anos de amor ao Botafogo!

Saudações Botafoguenses,
Cesar Oliveira

quinta-feira, 4 de março de 2010

Acho que só falei sobre o Botafogo

Créditos: Paula Monte

Tive a subida honra (bela expressão, não?) de participar, no último dia dois, da abertura do projeto ‘Brasil, Futebol, Livros’, organizado por Edson Viana Teixeira no magnífico Centro Cultural do Banco do Brasil. Estive no palco ao lado do escritor Flávio Carneiro e do excelente mediador Marcelo Coutinho. É óbvio ululante, plagiando um termo muito utilizado por Nélson Rodrigues (1912-1980) que praticamente falei apenas do Botafogo, principalmente das histórias que envolvem este clube único na história do futebol Brasileiro. Para um jornalista, como eu, que cobriu algumas vezes o alvinegro e conviveu com João Saldanha (1917-1990) e Sandro Luciano Moreyra (1919-1987) tive a tarefa mais do que facilitada.

Fui recebido de maneira elegantérrima pelas auxiliares de Edson Viana Teixeira, a ponto de eles terem reservado um luxuoso camarim para mim e Flávio Carneiro e não podia decepcionar o público. Lamento apenas ter falado em excesso, prejudicando a verdadeira sapiência de Flávio Carneiro. Mas levei o público às gargalhadas com as pitorescas histórias do Botafogo ao longo de sua trajetória desde 1904, quando foi fundado por garotos no casarão do conselheiro Gonzaga no Largo dos Leões.

E não posso desprezar, igualmente, o prestígio que me foi concedido pela ESPN Brasil – na qual trabalho – que ficou até o final gravando quase toda a palestra e me entrevistado à parte no encerramento. O que deu de autógrafos foi brincadeira.

Faço questão de dizer que o evento prosseguirá, de acordo com a tabela por mim publicada neste blog. Vale a pena porque muitos autores prosseguirão a tarefa que tive a sorte de inaugurar, ao lado de Flávio Carneiro. Nota para o evento? Não poderia ser outra que não 10. Pena que não tenha nova oportunidade de abordar todos os temas de que gostaria, porque quando subo num palco – como já fiz na Academia Brasileira de Letras – não paro mais de falar.

E detalhe: só conto verdades, estritamente verdades, sobre fatos presenciados por mim ou a mim relatados pelos inigualáveis João Saldanha e Sandro Moreyra, alvinegros como eu.

segunda-feira, 1 de março de 2010