quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Obrigado, Loco Abreu!!!


O tempo passa, os campeonatos se sucedem e eu fico ainda mais apaixonado pelo Botafogo. Não sei, sinceramente, até onde esse meu amor irá. Antigamente não ficava tão nervoso e ansioso. Hoje, com mais de seis décadas de Botafogo nas costas, estou cada vez pior. Minha vida – alegria e tristeza – passa a depender dos resultados do Botafogo. Ainda mais agora com jogos no meio de semana. Confesso aos leitores desse blog – se é que ainda me seguem – que fico desorientado no dia em que o Botafogo vai enfrentar qualquer adversário. Só consigo pensar no jogo e como o Botafogo do meu coração vai se comportar em campo, no Engenhão ou fora dele.

Na noite de quarta-feira foi assim, diante do Vasco. O placar do primeiro tempo quase me desmontou. Mas no segundo tempo, os dois gringos, Herrera (que gol lindo) e Loco Abreu se encarregaram de evitar uma derrota que parecia certa. E como há coisas que só acontecem ao Botafogo, Loco Abreu (foto) empatou a partida em 2 a 2 quando faltavam poucos minutos para o final da partida. Vibrei como se fosse um gol de vitória e pude dormir em paz, embora os três pontos não tenham vindo.

Aproveito esse espaço para pedir aos torcedores do Glorioso – campeão de 1910 e 2010 – que não vaiem os jogadores que não estão bem. Não exijo que os aplaudam. Mas não vaiem. Jamais em minha vida vaiei um jogador alvinegro. Aquela camisa para mim é um símbolo. E vaiar um jogador que a está vestindo, acho eu, é um ato inominável. Por isso a reação grosseira de Caio – que já nos salvou várias vezes – reagindo à torcida. O Botafogo não merece isso. A gloriosa camisa alvinegra não pode ser enxovalhada por quem a veste. Ela é linda e é um símbolo para nós todos.

Obrigado, Loco Abreu – uruguaio gelado – pela cobrança do pênalti sem cavadinha, matando a pau o goleiro do Vasco. Para um time que perdia por 2 a 0 e teve Herrera expulso, foi um bom resultado. Podia ser melhor, claro, mas com 10 homens ficou de bom tamanho. O importante era evitar a derrota. E Loco Abreu nos deu esse presente no finalzinho. Agora posso dormir mais ou menos em paz.

O Botafogo, em poucas e resumidas palavras, é uma de minhas razões de viver. E como digo no alto do blog. É a minha indubitável e gigantesca paixão imaterial. Obrigado, uruguaio, pela frieza e pela categoria. Siga sempre assim.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

O desfalque que é reforço


A periodista Mariúcha Moneró (foto de Leopardo da Vinte) reinou no marketing do Glorioso durante o período do presidente Bebeto de Freitas – cujas contas ainda não foram aprovadas pelo Conselho Deliberativo. Sempre soube que Mariucha era apaixonada pelo Tricolor das Laranjeiras, mas como ela cantava o hino Alvinegro, nos jogos do Botafogo, imaginei que tinha virado a casaca. O tempo passou e através de Jefferson Mello, aliado de Bebeto, fui convidado a escrever para o site uma vez por semana. Disse a ele que uma vez era pouco e passei a colocar três colunas no site.

Autoritária, aparentando saber mais do que sabia, Mariúcha jamais atendeu uma única, escassa e miserável sugestão minha para melhorar o site. Uma delas era a de entrevistar, com fotos, semanalmente, botafoguenses famosos como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Marcelo Antony, Murilo Benício, Dira Paes, Léo Baptista, Luiz Penido, Eraldo Leite, Luiz Mendes, Lúcio Mauro, Otávio Augusto, Glória Menezes, José Augusto Branco e tantos outros globais e não globais.

Ela, Mariúcha, cheia de marra, vetou. E eu também acabei vetado três meses depois.

Não me considero um sujeito que tudo sabe sobre o Glorioso. Há muita gente que sabe mais do que eu. Mas sei um pouco, tenho fotos antigas no computador, sou sócio proprietário, pertenci ao Conselho Deliberativo por 15 anos e tenho este blog. Mas o Botafogo e Mariúcha, não me pagaram os três meses de colaboração (com nota fiscal). Deixei meu último salário para ser distribuído entre os funcionários mais humildes, que viviam com seus ganhos mensais atrasados e tirei meu time de campo de cabeça erguida. Fiz o que me permitiram fazer, embora me proibissem de colocar as centenas de fotos que possuo. Foi uma pena. Meu arquivo estava à disposição.

Ao todo, escrevi três livros sobre o Botafogo: ‘Didi – Treino é Treino, Jogo é Jogo’, ‘Botafogo – 101 anos de Histórias, Mitos e Superstições’ e por último, agora em 2010, ‘Botafogo – O Glorioso’. Os dois primeiros estão esgotados. O terceiro, impresso em Belo Horizonte, ainda pode ser encontrado em poucas livrarias. Jamais pedi um tostão ao Botafogo para escrevê-los, até porque passei batido por nomes de dirigentes ou pseudo-dirigentes. Contei sempre histórias, passadas a mim por Didi – com quem trabalhei na Rádio Globo – Neivaldo Carvalho e Américo Pampolini, todos falecidos, Robert James Neil, o Bob, Nílton Santos, Luiz Mendes e, hoje em dia, o talentoso dentista Ronald ‘Marretinha’ Alzuguyr. Isso para não falar em colegas de redação como João Saldanha e Sandro Luciano Moreyra e Oldemário Vieira Touguinhó, os três também mortos prematuramente.

Em poucas e resumidas palavras, repito, conhecia e conheço mais sobre o Glorioso do que todos os que integravam o marketing na época de Mariúcha, a tricolor. Mas tudo isso é passado. O que tinha que escrever sobre meu clube do coração já escrevi. Aí, veio Maurício Assumpção e afastou Mariúcha, que foi acolhida no marketing do Tricolor. E lá ela também mandava e desmandava. Segundo informações de cocheira, soube por interpostas pessoas, que lá também ela foi colocada para escanteio, ou seja, detonada. Para mim, Mariúcha, no Fluminense, é um desfalque que é um reforço. O marketing tricolor só tem a ganhar com sua ausência. Pode ser que agora, sem a ditadura de Mariúcha, o marketing tricolor ganhe destaque, até porque o clube vem fazendo boa campanha no Brasileiro deste ano.

Boa sorte, Mariúcha. Quem sabe o Beira da Lagoa não a chame para conturbar mais o clube?

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Um time retrancado


Depois de várias semanas de folga – em razão de compromissos particulares e de trabalho – retorno ao blog para fazer duas perguntas aos botafoguenses velhos de guerra: por que o Glorioso jogou em seu campo (General Severiano), em 1964, valendo-se de um esquema 4-4-2? Haveria alguma explicação para isso?

Por fim, um desafio: quem são os jogadores desta foto histórica?

(*) Será que o Botafogo conseguirá superar tantos desfalques no Brasileiro de 2010? No próximo sábado à noite, pela ESPN Brasil, no ‘Loucos por Futebol’ falo sobre as conquistas de 1910 e 2010 – números que formam um século de diferença e que só poderiam acontecer ao Botafogo de Futebol e Regatas.