quinta-feira, 4 de março de 2010

Acho que só falei sobre o Botafogo

Créditos: Paula Monte

Tive a subida honra (bela expressão, não?) de participar, no último dia dois, da abertura do projeto ‘Brasil, Futebol, Livros’, organizado por Edson Viana Teixeira no magnífico Centro Cultural do Banco do Brasil. Estive no palco ao lado do escritor Flávio Carneiro e do excelente mediador Marcelo Coutinho. É óbvio ululante, plagiando um termo muito utilizado por Nélson Rodrigues (1912-1980) que praticamente falei apenas do Botafogo, principalmente das histórias que envolvem este clube único na história do futebol Brasileiro. Para um jornalista, como eu, que cobriu algumas vezes o alvinegro e conviveu com João Saldanha (1917-1990) e Sandro Luciano Moreyra (1919-1987) tive a tarefa mais do que facilitada.

Fui recebido de maneira elegantérrima pelas auxiliares de Edson Viana Teixeira, a ponto de eles terem reservado um luxuoso camarim para mim e Flávio Carneiro e não podia decepcionar o público. Lamento apenas ter falado em excesso, prejudicando a verdadeira sapiência de Flávio Carneiro. Mas levei o público às gargalhadas com as pitorescas histórias do Botafogo ao longo de sua trajetória desde 1904, quando foi fundado por garotos no casarão do conselheiro Gonzaga no Largo dos Leões.

E não posso desprezar, igualmente, o prestígio que me foi concedido pela ESPN Brasil – na qual trabalho – que ficou até o final gravando quase toda a palestra e me entrevistado à parte no encerramento. O que deu de autógrafos foi brincadeira.

Faço questão de dizer que o evento prosseguirá, de acordo com a tabela por mim publicada neste blog. Vale a pena porque muitos autores prosseguirão a tarefa que tive a sorte de inaugurar, ao lado de Flávio Carneiro. Nota para o evento? Não poderia ser outra que não 10. Pena que não tenha nova oportunidade de abordar todos os temas de que gostaria, porque quando subo num palco – como já fiz na Academia Brasileira de Letras – não paro mais de falar.

E detalhe: só conto verdades, estritamente verdades, sobre fatos presenciados por mim ou a mim relatados pelos inigualáveis João Saldanha e Sandro Moreyra, alvinegros como eu.

5 comentários:

Malu Cabral disse...

Parabéns, meu Mestre!

Não tive nenhuma dúvida de que iria brilhar!

Beijo nesse coração Botafoguense

Chico da Kombi, disse...

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Mandou bem, Porto.
Parabéns e Gloriosas Saudações Alvinegras.

FORÇA FOGÃO!
Loco 13
neles!

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Camila Augusta disse...

Lamento ter perdido essa! Mas foi por um motivo maior, meu amigo.
Quanto ao sucesso, sabia que este já estava garantido.

Saudações

Flavio disse...

É isso aí, seu Roberto! Está com tudo! E histórias do Sandro Moreya, do Saldanha e do senhor nunca cansam ninguém!
Um grande abraço!!!

lucas disse...

Porto,

Deixando qualquer fanatismo de lado, em todos esses anos de militancia botafoguense cheguei à imparcial conclusão de que nenhum clube do futebol brasileiro tem um material tão vasto quanto o Botafogo quando se trata de folclore futebolistico. É só lembrar das histórias sobre Carlito Rocha com Biriba, Garrincha, Manga, Saldanha, Nilton Santos, quarentinha, Didi, Gentil Cardoso e por aí vai. Você, que é um mestre no assunto, conhece algum outro clube que renda tantas histórias inesquecíveis?

Saudações Alvinegras e Brasilienses.