quarta-feira, 10 de junho de 2009

Nílton e o irmão Nílson dos Santos



Vocês, que têm o costume de frequentar o meu blog querem que eu fale do Botafogo atual? Pois muito que bem: o Botafogo atual não existe e caminha a passos largos para retornar à segunda divisão. E de lá, se São Carlito Rocha das Gemadas não ajudar, ressuscitar o Biriba e o Neném Prancha, vai ser uma parada dura de roer para retornar à elite. Por isso, embora o Botafogo não preste mas eu gosto dele, vou retornar algumas décadas para falar num assunto que poucos sabem – a não ser Pedro Varanda, a verdadeira enciclopédia viva do Botafogo de Futebol e Regatas.

Vocês sabiam que Nílton dos Santos teve um irmão, Nílson Luiz dos Santos, que chegou a jogar com ele no time principal? Não? Pois saibam que teve (foto no Maracanã), no curto período de 1956 e pouco antes do Campeonato Carioca de 1966. A estréia de Nílson dos Santos (sem o irmão) ocorreu a cinco de agosto de 1956, num amistoso em Minas diante do Social e venceu por 6 a 2. O time? Lá vai: Amauri, Orlando Maia, Thomé e Rubens Bimba (Nílson Santos); Bob e Bauer (Pampolini); Garrincha, João Carlos, Mário Mimi, Paulo Catimba Valentim (estreando também), Alarcón e Hélio Boca de Sandália (apelido que Sandro Moreyra (1919-1987) deu ao nosso ponteiro-esquerdo durante uma excursão à Europa em 1955.

Mas Nílton e Nílson, por exemplo, jogaram juntos no time que derrotou o Bonsucesso por 2 a 0, no Maracanã, a oito de dezembro de 1956. Querem a escalação? Lá vai: Amauri, Nílson Santos, Abigail e Nílton Santos; Pampolini e Juvenal; Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Gato e Neivaldo, meu amigo que se foi tão cedo. Mas Nílson Santos também viajou com outrora Glorioso – não esse bando que se arrasta por este ano de 2009 – numa excursão à Venezuela (ainda sem Hugo Chávez). O Botafogo superou o Sevilha da Espanha por 2 a 0 e formou com Amauri, Beto, Domício e Nílson Santos; Garrincha, Didi, Paulo Valentim, Édson Praça Mauá e Quarentinha (que tinha regressado do imbecil empréstimo ao Bonsucesso).

Mas Nílson Santos ainda resistiu até 1956, quando o Botafogo venceu o Ferroviário de Fortaleza (3 a 0), com a seguinte equipe: Cao, Joel Martins, Nagel, Adevaldo e Paulistinha (Nílson Santos); Élton e Luiz Carlos Theodoro (Eliseu); Dagoberto (Jorge), Humberto, Sicupira e Jerônimo.

Como se vê, Nílson Santos tentou seguir os passos do irmão (hoje com 84 anos completados a 16 de maio passado), mas não teve sorte ou futebol para isso. De qualquer jeito, é sempre bom lembrar o Botafogo era um time – hoje é um aglomerado – que jogava e excursionava pelo Brasil e exterior. E que a Enciclopédia do Futebol Brasileiro teve um irmão que jogava a seu lado, tentando uma carreira. Vocês sabiam disso? Eu tive a sorte de ver Nílson jogar nos aspirantes em General Severiano. E vocês?

Só lhes restou esse Botafogo à beira do abismo. E que abismo, leitores...

7 comentários:

Gil disse...

Mestre Porto,

Quando tu escreves: E vocês? Tenho vontade de possuir uma máquina do tempo e voltar aos GLORIOSOS DIAS.
Não sei se acreditas, mas quando vejo os teus relatos os olhos marejam.

AH BOTAFOGO, O QUE FAZEM CONTIGO!

Saibas que ao escutar a musica ‘Você não vale nada mas eu gosto de você’, não só lembro de ti e tenho alegria, como ao mesmo tempo vejo a situação do nosso amado BOTAFOGO e aí é só tristeza.

Obrigado por nos lembrar de como o nosso BOTAFOGO é GRANDE!

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

Malu Cabral disse...

Caro Gil,

Como vc é atuante.
Como vc é apaixonado!
Como vc é delicado...sensível e sempre está aqui pronto a dizer sempre algo de bonito e de bom.
Que prazer ler vc...
Obrigada.
Abraçose e Saudações Botafoguenses

Gil disse...

Malu,

Infelizmente gostaria que as pessoas que podem fazer algo pelo nosso GLORIOSO BOTAFOGO escutassem os recados dos torcedores apaixonados e não esperassem tanto tempo.

Obrigado a você e ao Mestre Porto!

Abs e Sds, BOTAFOGUENSES!!!

Malu Cabral disse...

Eles escutam...O Maurício escuta.
Vamos dar tempo ao tempo, com as luzes vermelhas acesas. Pode deixar que tudo saírá bem...

O que dá pena, Gil, é que os "recados" que leio vem de tão baixo calão em outros lugares, que não acredito virem de botafoguenses.
Não, não são botafoguenses e nada ajudam, diminuem o nosso Botafogo e vejo em suas palvras medo, temor, apreensão, mas vejo um grande amor e isso, sim, vem de um Botafoguense.

Eu quem agradeço ter uma pessoa de seu nível aqui.

Abraços,
Saudações Botafoguenses!

Chico da Kombi, disse...

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Preparar...
Apontar...
Detonar o peixe...
FOGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO...

Xô rebaixamento!

Gloriosas Saudações Alvinegras.

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Domingos disse...

Felizmente sou um dos poucos privilegiados que teve a possibilidade de "viver" a nossa época áurea... Se falar que cheguei a disputar penalty com o Didi, certamente me tomarão por mentiroso (rsrs)... Fui campeão Infanto-Juvenil em 1957 pelo Fogão e convivi com essa galera toda! Felizmente só tínhamos General Severiano e os treinos eram seguidos. Até amaciei as chuteiras do Nilton Santos (rsrs). Querem honra maior para um garoto na época?
Grande abraço Alvinegro.

Anônimo disse...

Oi,

Nílson Santos retornou ao Botafogo em 1966, quando o Botafogo venceu o Ferroviário de Fortaleza (3 a 0), com a seguinte equipe: Cao, Joel Martins, Nagel, Adevaldo e Paulistinha (Nílson Santos); Élton e Luiz Carlos Theodoro (Eliseu); Dagoberto (Jorge), Humberto, Sicupira e Jerônimo.

Saudações esportivas