terça-feira, 3 de março de 2009

Haja superstição



Quando bolei o título de meu livro (esgotado, infelizmente) – ‘Botafogo, 101 anos de histórias, mitos e superstições’ – acho, modestamente, que estava inspirado. Vejam, por exemplo, o que o leitor Stene Nílton me revelou. O Botafogo, no dia do 444º aniversário do Rio, conquistou o direito de disputar a quarta final consecutiva do Campeonato Estadual. E diz ele: 3 x 4 = 12, invertido, 21. E completa: estamos apenas no início do Século XXI. Depois, ninguém sabe exatamente qual a razão de os botafoguenses serem tão supersticiosos. E eu me incluo na lista, só não revelo a macumba.


Hoje, fugindo um pouco a meus hábitos, publico a foto de meus netos no Maracanã, no dia da vitória sobre o Resende. Rafael e Gaia Porto seguem a paixão do pai e do avô por esse indescritível clube denominado Botafogo de Futebol e Regatas. O Glorioso, por sinal, deu um espetáculo de fervor de sua torcida, colocando 75 mil pessoas no Maracanã. O número, curiosamente, não me assustou. E me recordo de 1999, quando colocamos mais de 100 mil botafoguenses contra o Juventude, antes de o Maracanã ser reformado e ganhar as cadeiras coloridas que tem agora.


No dia da partida, dei uma entrevista à Rádio CBN – emissora de grande categoria e elegância – e disse que não sabia como esse novo Botafogo iria se comportar numa decisão. E é óbvio: um time que perdeu Túlio, Diguinho, Lúcio Flávio, Wellington Paulista, Jorge Henrique e mais os dois zagueiros centrais – dos quais não guardei e nem quero guardar os nomes – poderia estranhar a disputa pelo título de finalista do Campeonato Estadual.


Mas, mesmo levando-se em conta a fragilidade do adversário, o time do Botafogo jogou uma bola mais do que redonda. Gostei demais de Leandro Guerreiro, Juninho, Fael, Maicosuel e Reinaldo e também do lateral Alessandro, dono de um fôlego de fazer inveja.


Quem sabe, e agora é o meu palpite, aqueles que foram embora é que não traziam sorte ao Botafogo? E Cuca não tem que ficar aborrecido com os gritos da torcida. Aliás, nem vice o Flamengo foi, pois discute com o Fluminense onde vão disputar o terceiro e o quarto lugares. Já sugeri o Aterro. Mas há gente contra.


Felizes são meus netos, que além de prorrogar a saga alvinegra da família, só foram ao Maracanã quatro vezes para ver o Botafogo ganhar. Eu, na idade deles, 9 e 8 anos, já estava começando a sofrer. Mas meu querido tio Júlio (1888-1983) não deixou que eu e meus irmãos, Carlos e Maurício, esmorecêssemos. E hoje é a vez das novas gerações.

9 comentários:

Malu Cabral disse...

Além de serem seus netos lindos, Mestre, e filhos do querido Roby,o danado do Rafael me toca Violino e são botafoguenses!
É ou não para babar?

Seremos campeões direto!

Beijo!

Anônimo disse...

Oi Sr Porto.Feliz da vida estou com este renovado time do botafogo.Aliás,nem parece aquele time que era um bando de mercenários chorões.É outro time!O chororô do Cuca é sem razão.O bandido do Souza fez aquele gesto de choro e todo mundo disse que era normal,só gozação...e agora?Contra o Cuca não pode?Aliás,nem vice ele vai ser.a propósito,sr Porto,eu já mandei parte da minha história pro sr,como um paulistano virou botafoguense.O sr leu ou recebeu?Um abraço pro sr e pra galera alvinegra(como eu gostaria de ter uma família igual à sua,toda alvinegra...)e vamos comemorar.

Anônimo disse...

Amigo Porto: concorda com o abaixo escrito? Caso concorde, alguma chance de fazer chegar ao destinatário?
Saudações botafoguísticas! Carlyle

Prezado Cuca, boa noite. Esta é a primeira vez que tento de alguma maneira me comunicar com uma "pessoa pública" ou "famosa", como preferir. Considere por favor alguma relevância no fato... Não sei se atingirei o modesto objetivo de ter essa mensagem lida por você e realmente não tenho, acredite, o intento de obter uma resposta de sua pessoa. Lá no fundo me sinto como que desperdiçando o meu precioso tempo, mas acredito que, se há algo de positivo nisso, está na possibilidade do desabafo. Foi com profundo pesar que assisti à sua ida para o Fluminense após a saída do Botafogo. Porém maior foi a consternação ao vê-lo vestindo a camisa do maior rival e nosso (meu e seu) algoz nos últimos dois anos (que se tornou algoz por meios no mínimo discutíveis para não dizer excusos). Não vou discutir aqui a maneira como foi tratado e posteriormente dispensado outrora neste mesmo clube, nem como foi achincalhado pelos dirigentes do mesmo nos dois anos em que esteve conosco ou a declaração do Túlio de que tentou tira-lo do Botafogo tendo recebido uma negativa por conta da rivalidade entre os clubes. Ora Sr. Alexis, o senhor nunca escutou e nem escutará a apaixonada torcida botafoguense perseguindo um profissional com quem não tenha tido identificação ou que tenha saído para um clube de outro estado. Ou seja, considere-se privilegiado pelo grito que o ofendeu. Tal coro mostrou uma gente de certa forma ressentida e amargurada, tentando fazer justiça àquele que representava sua personificação única. Espero que não se esconda atrás do escudo de ser o senhor um profissional da bola, justificando com isso sua ida para o rival. Caso contrário, deveria ter a mesma postura profissional em seus comentários após escutar a torcida alvinegra. Quanto à sua nova paixão...bem...acho que não devemos nos meter nesse seu caso de amor, não é mesmo!? Se será correspondido, isso não nos diz respeito!

P.S.: ouvi dizer que em sua chegada ao rival teria dito que “agora tinha condição de ser campeão”. Nisso eu não acredito, mas de qualquer maneira, o senhor sentiu na pele a dificuldade em enfrentar alguns obstáculos extra-campo, correto? Como diz o velho ditado, se o SR. não pôde vencer tais obstáculos... Desta maneira, só me resta fazer coro aos pelos menos 75000 torcedores alvinegros presentes no Maracanã. Afinal de contas, INDEPENDENTE de qual seja o resultado deste campeonato, a postura do senhor em tantas situações foi para mim sem dúvida a de um VICE.

Atenciosamente,
Carlyle Barral

Eduardo Hollanda disse...

Grande Robertão, ótima a mudança de endereço do seu blog porque no anterior não consegui postar comentários. E vamos para o título da Taça Rio e liquidar a fatura direto. Sobre os posts anteriores, que maravilha o time de 62... E que tranqueira o bando de 55, o primeiro campeonato em que fui, com meu pai, eu com sete anos, aos estádios de futebol. Gato e Casnock, meu Deus.
Boa essa carta ao Cuca, um pé frio dos maiores.
Um abraço.

Camila Augusta disse...

Lindos seus netos! E, além disso, são alvinegros! Parabéns!!!

Gostaria de dar uma sugestão ao blog: o que acha dos comentarem ficarem expostos logo abaixo do post?! Aqui no meu trabalho, onde uso o Firefox, é um sacrifício conseguir ler e postar. É só uma idéia.

Anônimo disse...

Ué Camila? Por quq você não usa a nova versão do Firefox? Aqui não tem problema algum!

Anônimo disse...

Saudações alvi-negras e campeãs. Fico feliz por ver mais dois jovens botafoguenses acompanhando o show dado por essa maravilhosa torcida no domingo. Quando eu tinha a idade desses dois aí na foto eu não tive o mesmo prazer, eram os anos de chumbo do FOGÃO, final dos anos 70 e início dos 80. Torcida se forma com duas coisas: Títulos e ídolos, títulos já conquistamos nos últimos anos, nos falta um ídolo pra essa torcida mirim se espelhar.
ABRAÇOS ALVI-NEGROS
ARILSON

Carlos Roberto (pai da Erica) disse...

Prezado Roberto,

No domingo tive a feliz oportunidade de assistir à vitória do nosso Botafogo na companhia dos seu netos.

Nesse jogo, o time demonstrou muita raça e vontade coisa que o anterior (do Cuca)não tinha, apesar de exibir um futebol mais vistoso.

Necessitamos de um lateral esquerdo e de um meia com a qualidade do Lucio Flávio e, aí, se o "professor" não complicar, acho que teremos condições de alçar vôos mais altos.

Sou seu leitor assíduo e aproveito a oportunidade para lhe mandar um grande abraço, além dos parabéns pelos netos, nova geração de botafoguenses vencedores.

Luiz Rogério disse...

Roberto,

Parabéns pelos netos!

Interessante, mas acho que já tinha visto a foto deles em outro site, mas não sabia que eram seus netos, muito maneiro!

Estou feliz e esperançoso como a grande maioria da torcida botafoguense e como dizem "esse ano não será como o que passou".

Fico emocionado sempre que vejo crianças vestidas com o manto alvinegro com o escudo mais bonito do mundo!

Na minha família o meu sogro (rubro-negro) fica puto (numa boa) e diz para eu não ficar muito tempo com as crianças da família da minha mulher, pois segundo ele, acabo fazendo a cabeça das crianças para serem framenguistas.

Em especial na minha família as crianças já nascem botafoguenses, pois está no gene.

Tenho um casal de enteados, o menino de 9 e a menina de 6 anos, antes eles torciam para aquele clubeco da beira da lagoa, agora têm a Estrela Solitária no coração e me acompanham nos jogos, ficando eufóricos quando escutam no belo hino e cantam inteiro, além de cantar as músicas da torcida. Bem, minha mulher e sogro apenas lamentam, já a minha sogra também é Fogão!

Se Deus quiser espero receber uma ótima notícia da minha mulher, parece que mais um botafoguense está por chegar! Vamos ver....

Forte abraço, deculpe a ausência nos posts, pois estava curtindo um descanso merecido neste carnaval e curtindo muito mais uma conquista do Glorioso.

Saudações Alvinegras!!!!

Luiz Rogério