sábado, 1 de maio de 2010

Um clube de intelectuais e muitos torcedores


Em primeiro lugar, por um equívoco de minha parte, deixei de creditar a sensacional caricatura do Time-Cabeça do Botafogo (abaixo publicada) ao excelente Aroeira. É óbvio ululante, como diria Nélson Rodrigues, que o Botafogo-Cabeça é muito maior do que ele escolheu. Mas não haveria espaço para tanta gente. Do time escalado por ele, tive a honra de conhecer e trabalhar com João Saldanha, Sandro Moreyra, Armando Nogueira, Oto Lara Resende e Vinícius de Moraes. Com Fernando Sabino, tive um rápido contato quando ele representava o país na Embaixada em Londres, nos anos 70. Com os outros, infelizmente não. Principalmente Olavo Bilac, que é homem do início do Século 20.

Sobre o amistoso, contra o Coritiba, no Paraná, só posso dizer que estranhei a escolha de Caio para cobrar aquele pênalti fraquinho, fraquinho. Felizmente, ele compensou o erro sofrendo o pênalti que nos deu o empate. Mas o nosso Talismã, dessa vez, não teve a sorte de sempre. Perdeu, inclusive, um gol cara a cara com o goleiro adversário. Aquela bola era para dar um toque à Loco Abreu e ficar assistindo a rede balançar. Mas tudo bem. Vamos agora pensar no Santos, no próximo sábado, e torcer para a volta de Maicosuel e, quem sabe, a do porra-louca Jóbson, que teve a pena diminuída. Graças a ele, não se esqueçam, estamos na primeira divisão.

Quanto a Coritiba x Botafogo (foto acima) não teve lá muita graça, com tantas substituições. Só não poderíamos sair do Couto Pereira com uma derrota. Afinal de contas somos os grandes campeões do Rio de 2010, justamente sobre o maldito Urubu. E mais: evitamos que eles, os urubus, comemorassem um tetracampeonato mais uma vez, como fizemos em 1956, com o gol de Cañete. E mais um detalhe: em 1964, com um gol de Roberto Miranda de cabeça, impedimos que o Urubu disputasse um supercampeonato com Fluminense e Bangu. Vendo o filme do jogo, aproveito para consertar um erro: achei que Mura cobrara uma falta sobre a área. Não foi assim: ele, Mura, veio pela lateral, à direita das tribunas, e centrou para Roberto.

O jogo, como dizem muitos autores alvinegros, não marcou a despedida do ídolo de Nílton Santos. Marcou, sim, o último jogo de Nílton pelo Glorioso no Maracanã. Mas ele ainda atuaria pela última vez num amistoso em Salvador (tenho foto do time formado e a publicarei oportunamente). Nílton jogou na Bahia por uma questão de contrato. Depois, tornou-se supervisor do clube. E em 1971 – todos se recordam – aplicou um nocaute em Armandinho Marque (a foto de José Santos foi Prêmio Esso), após um Botafogo x Atlético no Maracanã. O Botafogo, para ser campeão brasileiro precisava derrotar os mineiros por goleada. Foi à frente e perdeu de 1 a 0.

Ainda sobre Nílton Santos, espero que ninguém se esqueça de seu 85º aniversário, que será agora dia 16 de maio. E mais um detalhe que soube pelo ex-artilheiro Otávio Sérgio de Moraes (já falecido): o apelido de Nílton no Botafogo, quando ele lá começou, em 1948, era ‘Caminhão’. Pode? O de Ronald não era ‘Marreta’? O de Thomé não era ‘Boçal’? E Garrincha não era o ‘Torto’? Então pode.

Um comentário:

Chico da Kombi, disse...

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Que venha o Peixe. Mas venha cansado e frito.

FORÇA FOGÃO!

Loco 13
neles!

Gloriosas Saudações Alvinegras.

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